sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ter o Espírito filosófico


Normalmente se faz todos os esforços para assegurar todas as situações e acontecimentos da vida uma direção de consciência, um único tipo de pontos de vista, isso é o que se chama ter um espírito filosófico.
Mas enriquecer o conhecimento pode ter mais interesse em não ser padronizada de tal forma, mas a luz de voz das várias situações da vida, eles carregam seus ponto de vista. Assim que tomar uma parte consciente na vida e na existência de muitos, não ser si mesmo como um indivíduo fixa um consistente.


    Honrar um pensador não é elogiá-lo, nem mesmo interpretá-lo,    mas discutir sua obra, mantendo-o, dessa forma, vivo, e    demonstrando, em ato, que ele desafia o tempo e mantém sua    relevância.
                          (Cornelius Castoriadis)

TEORIAS DE GRANDES PENSADORES DA EDUCAÇÃO



              A participação do aluno na construção de seu saber é uma ação imprescindível no processo ensino-aprendizagem para esse momento histórico atual. Esse pressuposto gerado a partir de inúmeros estudos indicam que de fato cada indivíduo deve ser inserido no contexto do seu aprendizado, tornando-se sujeito de sua história e agente transformador de sua sociedade.
            O que podemos notar é que não se pode valer de apenas uma teoria vinculada a um pensador de renome, precisa-se unir teorias que possibilitem na ação conjunta o resgate dos valores humanos, juntamente com a progressão intelectual contínua. O que afirma SMOLE (2001:19), “ninguém pode se valer apenas de uma teoria”.
            Para que o sistema educacional consiga progressão em sua meta é necessário que todos os educadores possam estar conhecendo as diversas teorias educacionais condizentes ao período histórico atual, podendo dessa forma, se aperfeiçoarem continuadamente, oferecendo perspectivas inovadoras e instigantes aos seus alunos e a si mesmo. De acordo com TEREZA (2001:19), “conhecer os estudiosos da educação e o processo de aprendizagem dos alunos sempre ajuda o professor a refletir sobre sua prática e compreender as políticas públicas”.
             Na perspectiva de propiciar um melhorentendimento sobre a importância de se compreender o sistema educacional, nospróximos capítulos, resumir-se-á idéias de grandes autoresque influenciaram e ainda influenciam a Educação em todo o mundo.
            De acordo com Emilia Ferreiro, deve-se valorizar o conhecimento da língua que o aluno já tem antes de iniciar os estudos em sala de aula. Para a autora, o aluno não vem para a escola sem saber de nada, ele traz consigo um aprendizado importante que deve ser aprimorado e contextualizado para promover condições favoráveis as suas necessidades cotidianas. Segundo a tese de FERREIRO, a criança passa por quatro fases antes de completar o processo de alfabetização que por ela são chamadas de pré-silábica, silábica, silábico-alfabética e alfabética.
“Analisar que representações sobre a escrita o estudante tem é importante para o professor saber como agir”. (WEISZ, 2001:20).
            Para tanto, o processo de alfabetização foi programado em ciclos para que o aluno pudesse estar construindo o saber em constante contato com objetos de estudos, bem como estivesse sendo motivado em cada fase de sua alfabetização a aprender para a vida.
            Uma das sugestões de incentivo ao aprendizado foi à introdução de um multimeio ao ambiente escolar, disponibilizando aos alunos diversos materiais e rótulos que os instiguem a identificar a língua escrita.
            Emilia Ferreiro não definiu uma receita pronta para garantia do sucesso no processo de alfabetização, ela constatou em seus estudos, procedentes a outros autores, que a escola precisa estar estimulando sempre o aluno para que haja aprendizado significativo, portanto cabe a instituição educacional e a seus agentes promover metodologias que vislumbrem resultados satisfatórios.
            Um pensamento que detém importância no ensino-aprendizado tem sua origem nas pesquisas e tese de Célestin Freinet, ele difundiu a idéia de que a escola precisa estar trabalhando em conjunto, ou seja, num sistema cooperativista por ações conjuntas a um único propósito, formar cidadãos capazes de modificar, com ações concretas, o momento histórico da humanidade.
            Segundo FREINET, a realidade em que o aluno está inserido é de suma importância e deve ser discutida em contexto com os conteúdos curriculares, outro fator importante de acordo com o autor, é que deve-se oportunizar ao aluno  estar sempre construindo seu conhecimento a partir do processo de experimentação, cuidando para que ele nunca esteja sozinho nesse processo, a presença do professor como mediador, bem como a companhia dos colegas da turma é relevante para seu aprendizado, visto que a interação promove uma construção do saber mais prazerosa e consistente sem perder a rigorosidade necessária.
            De acordo com FREINET, o aluno inserido em um ambiente de aprendizado que se caracteriza pela sua teoria, estará com uma auto-estima sempre em alta, pois, ele estará envolvido nas fases do processo de construção, portanto, perceberá seu mérito nos resultados obtidos.
            A teoria de Paulo Freire remete-nos a reflexão acerca da metodologia educacional, que por bem, faz mais parte do passado que do presente educacional, digo daquela em que o professor era o dono do saber e o aluno um mero espectador com o único intuito, receber informações que não detinham.
            FREIRE denominou de bancária esse tipo de educação, pois, para ele se identifica com o modelo bancário, o professor é o depositante e o aluno o depositário do saber, restando para o segundo apenas render “juros”, sem possibilidades de críticas reflexivas. A educação, na visão de Paulo Freire precisa reestruturar-se para inserir o aluno num ambiente onde ele não esteja para puramente aprender, mas sim, para compartilhar conhecimentos num processo de mútua troca do saber. “Ninguém ensina nada a ninguém e as pessoas não aprendem sozinha” (FREIRE, in ROMÃO, 2001:23).
            O mais importante no processo ensino aprendizagem, segundo Paulo Freire, é conduzir o aluno a perceber e ler o mundo que o cerca. Para ele, só se conquista o saber se aprendermos a analisar o mundo em nossa volta de tal maneira que possamos estar promovendo, de modo crítico e produtivo, constantes interferências cotidianas.
            Para tanto, FREIRE sugere a utilização de temas geradores que fazem parte da realidade do aluno. A partir da escolha, deve-se instigar o aluno à análise e reflexão críticas do impacto, desse tema, na vida dele e de sua sociedade.
            A educação teve contribuição de um biólogo francês na sua prática pedagógica, Jean Piaget estudou  como se dá o processo de aprendizagem no sistema cognitivo do ser humano. Para tanto, ele acompanhou a evolução intelectual de crianças desde o nascimento e constatou que o conhecimento é adquirido por meio de constantes conflitos cognitivos.
            De acordo com os estudos de PIAGET, o ser humano passa por estágios de aprendizagem que são responsáveis pela condição de assimilação do conhecimento. Para o autor, o indivíduo só estará apto a aprender se seu cognitivo estiver preparado para tal, esse momento de aprendizagem, PIAGET chama de insight.
            PIAGET constatou com seus estudos, que a experiência é importante para que ocorra o momento da assimilação do conhecimento, segundo o biólogo, quando o aluno experimenta o saber, ele constrói um caminho mais breve ao entendimento do fenômeno estudado. Portanto, a interação do indivíduo com o meio físico e biológico, quanto maior e mais cedo, propicia o desenvolvimento do pensamento.
            O método de aprendizagem que Jean Piaget apresenta para o sistema educacional, consiste na interação contínua do indivíduo com o meio, através da mediação do professor, em uma relação de respeito e cooperação mútuos.
             Uma teoria que contribui muito para a metodologia educacional foi apresentada pelo psicólogo americano Howard Gardner. Ele descreveu que o ser humano é dotado de múltiplas inteligências e tem que ser valorizado por inteiro.
            Segundo GARDNER, não se deve cobrar do aluno somente o desenvolvimento da inteligência lógico-matemática e a lingüística, pois, o ser humano tem outras competências e, qualquer uma delas podem estar mais evidentes que as outras, oferecendo condições de progressão intelectual/produtiva. O psicólogo atribui ao ser humano, outras inteligências, além das citadas, como: a inteligência espacial, físico-cinestésica, interpessoal, intrapessoal, musical e a naturalista.
            Portanto, a partir da tese de GARDNER nota-se que é necessário a participação efetiva do aluno na resolução de problemas, principalmente aqueles que fazem parte do seu cotidiano e intrigam a humanidade. Para o autor, o aluno não deve ser submetido constantemente a execução de atividades descontextualizadas do seu mundo real.
            A tarefa do educador mediante tal proposta, é explorar através de instigações o envolvimento cognitivo do aluno no desenvolvimento e na busca constante de possíveis soluções para os diversos problemas multidisciplinares que os cercam e ameaçam negativamente a existência harmoniosa dos seres humanos.
            Um outro pensador influente no processo ensino-aprendizagem é Lev Vygotsky. Ele desenvolveu a idéia de que o indivíduo não nasce com características pré-determinadas para a inteligência e para o estado emocional, mas sim, evolui intelectualmente quando interagido constantemente a reflexões sobre questões internas e das influências do mundo social. VYGOTSKY, a partir de sua tese, contrariou o pensamento norteador da educação em sua época e acabou por determinar uma outra via, a sociointeracionista.
            Segundo VYGOTSKY, mesmo que o indivíduo nasça com predisposição para algo, ele dependerá do aprendizado ao longo de sua vida, adquirido durante as relações permeadas pelo seu grupo social. No entanto, para o estudioso, somente oferecer interações constantes dos alunos com materiais, informações e meio sociais, não garante aprendizagem significativa, deve-se contextualizá-los de forma a fazer sentido para as necessidades individuais e coletivas.
            Valendo-se das teorias de VYGOTSKY, o educador precisa trabalhar com as informações sempre as incidindo na zona de desenvolvimento proximal do aluno, ou seja, o educador tem que partir daquilo que a criança sabe fazer sozinha, promovendo  uma realização mais ampla com a ajuda de alguém mais experiente, que está inserida no seu universo social.

O que o Filho Pensa Sobre o Pai


Aos 7 anos: Papai é Grande sabe tudo!
Aos 14 anos: Parece que o Papai se engana em certas coisas que diz...
Aos 20 anos: Papai está um pouco atrasado em suas teorias: não são desta época...
Aos 25 anos: O “coroa” não sabe nada... Está caducando, decididamente.
Aos 35 anos: Com minha experiência, meu Pai seria hoje, milionário...
Aos 45 anos: Não sei se consulto o “velho”, talvez me pudesse aconselhar...
Aos 55 anos: Que pena Papai ter morrido; a verdade é que ele tinha idéias notáveis.
Aos 60 anos: Pobre Papai! Era sábio... Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde...
Não espere tanto tempo para compreender e amar o seu pai do jeito que ele é.
Aproveite enquanto ele está com você para demonstrar o quanto significa na sua vida...
Amanhã pode ser tarde demais
...

Autor Desconhecido

A MORAL, CIDADANIA E TRABALHO



Considerando que o fundamento e o princípio básico para a criação, e a formação de uma sociedade, baseiam-se nos pressupostos, de criar e elaborar seus próprios significados sociais que de certa forma lhe são característicos ou específicos. Esses conjuntos de significados estruturam uma sociedade e designam as finalidades e as ações que devem ser feitas por cada um desse conjunto.
Essa maneira e expressão de se viver em sociedade foi o ponto de aplicação que norteou e modificou os costumes, as culturas e a capacidade intelectiva do início da modernidade, criando mecanismos, cujas às exigências estavam direcionadas para  o Conjunto de trabalhos necessários para dotar uma área de infra-estrutura (p. ex., água, esgoto, gás, eletricidade) e/ou de serviços urbanos, o aparecimento dos aparelhos burocráticos, a racionalização baseada em complexas  atitudes e reações do indivíduo em face do meio social, e acima de tudo, a intenção imensurável de que  o povo e Estado desfrutassem das realizações  criadas por esses dois corpos sociais através do trabalho.
Surge na contemporaneidade em detrimento a modernidade, um projeto de organização social em que o individuo acumula crises de diversas ordens que põem a pique e demonstram a fragilidade, os conceitos sociais que serviram de elicerces para a formação da sociedade moderna, crises essas que vão desde a estrutura familiar, até a relação de ética, trabalho e cidadania. Neste contexto a capitulação de bem estar social criado no período moderno no qual o Estado e o povo atribuíam a relação de trabalho como ponto de aplicação para a pujança e a bonança.
As desigualdades e as privações sociais conduziram todos os países, capitais e interiores a uma crise devastadora, visto que  a exploração sem limites de fauna e da flora carro mor da ascensão do trabalho, foi o que mais contribuiu e provocou a devastação das denominadas matérias primas e da energia de produção, e foi fincado neste argumento que as condições de vida de todo hemisfério terrestre foi colocada em risco.  
No campo social a relação familiar se torna desfigurada, pela ausência de dialogo, conflitos existenciais, introdução da mulher no mercado de trabalho, já que em outros tempos era ela a responsável pelos atos da casa e dos filhos e a terceirização de educação social e intelectual, que passam a serem atribuições da escola, das ruas e finalmente dos responsáveis pelos guardas dos jovens e adolescentes.
Com o advento  das novas descobertas, tanto no campo científico, bem como nos meios sócio-filosóficos e as conseqüentes guerras os indivisos assumem uma nova postura, bem como o Estado e os seus  assuntos políticos. Nasce daí a globalização que combinada ao sentido contrario estabelecido pelo modernismo, destrói o próprio sentido o bem comum e as relações entre ética cidadania e trabalho.
Tomados estes afastamentos da direção ou da posição normal, surge daí uma profilaxia sócio-existêncial, que nos atinge hoje sobre a “ética, cidadania e trabalho”, se por um lado a ética assume o papel de reflexão de princípios sobre o pensar e o agir do ser humano, em que pese o próprio agir existencial individual e coletivo, bem como o trabalho posto sobre a égide do viver e do humano socialmente identificado cidadão, nestes aspectos a temporalidade diluiu e destino da espécie humana e os méritos de cada sociedade, que passaram a ser redesenhadas, não por fronteiras, mas, por desenvolvimento e acumulo de capital, não por ética, sim, pelo meio mais rápido de se chegar ao poder, não pela coletividade, sim pelo individualismo absurdo, que perpassam todos os campos conceituais no que pese a vida, sociedade, ciência e religião.
Apresentada esta reflexão no que concerne aos dias de hoje, no que tange a cada ser humano e a cada sociedade os conceitos fundamentais expostos neste trabalho. Quais (qual) os princípios e valores no escolher, no julgar ou no instituir os valores que deverão e devem guiar as relações entre os seres humanos. As questões e as decisões provocadas pelos instrumentos  sociais nas relações entre ética, trabalho e sociedade, o que a história nos ensinou e nos submete a um constante questionamento dos valores e das relações e o poder de escolha de cada um.
O resultado dessa analise temporal, busca chamar a atenção para um forçosa e cansativa ações a serem empregadas na construção de uma nova consideração, cujos paralelos definem ética, trabalho e cidadania como atividades afins que deverão estar determinantes na auto-reflexão comportamental de cada um. Devemos sim, nos permitir ao novo e ao diferente.    

FILOSOFIA NA IDADE MÉDIA


Principalmente a partir do século V, os pensadores cristãos perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava amadurecendo, com o intuito de harmonizá-la com as exigências do pensamento filosófico. Desse modo a Filosofia, que até então possuía traços marcadamente clássicos e helenísticos, passou a receber influências da cultura judaica e cristã. Alguns temas que antes não faziam parte do universo do pensamento grego, tais como: "Fé", "Salvação", "Providência e Revelação Divina" e "Criação a partir do nada" passaram a fazer parte de temáticas filosóficas.
A partir do século IX, desenvolveu-se a principal linha filosófica do período, que ficou conhecida como escolástica. Essa filosofia ganhou acentos notadamente cristãos, surgidos da necessidade de responder às exigências de , ensinada pela Igreja, considerada então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade e, por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da mesma fé. A Escolástica teve uma constante de natureza neoplatônica, que combinava elementos do pensamento de Platão com valores de ordem espiritual, reinterpretados pelo Ocidente cristão. No século XIII, Tomás de Aquino incorporou elementos da filosofia de Aristóteles no pensamento escolástico.
A questão chave que vai atravessar todo o pensamento filosófico medieval é a harmonização de duas esferas; "a fé" e "a razão". O pensamento de Agostinho (século V) reconhecia a importância do conhecimento, mas defendia uma subordinação maior da razão em relação à fé, por crer que esta última venha restaurar a condição decaída da razão humana. Já a linha de Tomás de Aquino (século XIII) defende maior autonomia da razão na obtenção de respostas, apesar de não negar tal subordinação da razão à fé.